terça-feira, 16 de julho de 2013

Série Escritores Renomados - George Müller

George Müller

Um gigante da fé, George Müller (1805-1898), nasceu na Alemanha, e converteu-se com idade de 20 anos numa missão morávia. Foi para a Inglaterra em 1829, onde trabalhou para o Senhor até o final de sua vida.
Johann George Ferdinand Müller. Um homem extraordinário por sua coragem, sua fé, e consagração ao Senhor.


Em 1830, três semanas depois de seu casamento, Müller e sua esposa decidiram abrir mão de seu salário como pastor de uma pequena congregação, e depender exclusivamente de Deus para suas necessidades. Já desde o início, ele tomou a posição que manteria durante todo o seu ministério, de nunca revelar suas necessidades às pessoas, e de nunca pedir dinheiro de ninguém, somente de Deus. Ao mesmo tempo, decidiu que também nunca entraria em dívida por motivo algum, e que não faria reservas, nem guardaria dinheiro para o futuro.



Durante mais de sessenta anos de ministério, Müller iniciou 117 escolas que educaram mais de 120.000 jovens e órfãos; distribuiu 275.000 Bíblias completas em diferentes idiomas além de grande quantidade de porções menores; sustentou 189 missionários em outros países; e sua equipe de assistentes chegou a contar com 112 pessoas.



Seu maior trabalho foi dos orfanatos em Bristol, na Inglaterra. Começando com duas crianças, o trabalho foi crescendo com o passar dos anos, e chegou a incluir cinco prédios construídos por ele mesmo, com nada menos que 2000 órfãos sendo alimentados, vestidos, educados e treinados para o trabalho. Ao todo, pelo menos dez mil órfãos passaram pelos orfanatos durante sua vida. Só a manutenção destes órfãos custava 26 mil libras por ano. Nunca ficaram sem uma refeição, mas muitas vezes a resposta chegava na última hora. Às vezes sentavam para comer com pratos vazios, mas a resposta de Deus nunca falhava.



No decorrer da sua vida, Müller recebeu o equivalente a sete milhões e meio de dólares, como resposta de Deus. Além de nunca divulgar suas necessidades, ele tinha um critério muito rigoroso para receber ofertas. Por mais que estivesse precisando (pois em milhares de ocasiões não havia recursos para a próxima refeição), se o doador tivesse outras dívidas, se tivesse evidência de que havia alguma atitude errada, ou alguma condição imprópria, a oferta não era aceita.



E mesmo quando tinha certeza de que Deus estava dirigindo para ampliar o trabalho, começar uma outra casa, ou aceitar mais órfãos, ele nunca incorria em dívidas. Aquilo que Deus confirmava como sua vontade certamente receberia os recursos necessários, e por isto nunca emprestava nem contraía obrigações sem ter o necessário para pagar. 



A seguir um trecho da sua autobiografia, onde ele define sua posição com relação a dívidas:



"Minha esposa e eu nunca entramos em dívidas porque acreditávamos que era contrário às Escrituras (Rm 13.8). Por isto, nunca tivemos contas para o futuro com alfaiate, açougue, padaria ou mercado. Pagamos por tudo em dinheiro. Preferimos passar necessidade do que contrair dívidas. Desta forma, sempre sabemos quanto temos, e quanto podemos dar aos outros. Muitas provações vêm sobre os filhos de Deus por não agirem de acordo com Romanos 13.8.



Alguns podem perguntar: Por que você não compra o pão, ou os alimentos do mercado, para pagar depois? Que diferença faz se paga em dinheiro no ato, ou somente no fim do mês? Já que os orfanatos são obra do Senhor, você não pode confiar que ele supra o dinheiro para pagar as contas da padaria, do açougue, e do mercado? Afinal, todas estas coisas são necessárias para a continuidade da obra.



Minha resposta é a seguinte: Se esta obra é de Deus, certamente ele tanto quer como é capaz de suprir todo o necessário. Ele não vai necessariamente prover na hora que nós achamos que deve. Mas quando há necessidade, ele nunca falha. Podemos e devemos confiar no Senhor para suprir-nos com o que precisamos no momento, de forma que nunca tenhamos que entrar em dívida.



Eu poderia comprar um bom estoque de mantimentos no crediário, mas da próxima vez que estivéssemos em necessidade, eu usaria o crediário novamente, ao invés de buscar o Senhor. A fé, que somente se mantém e se fortalece através de exercitar, ficaria mais e mais fraca. No fim, provavelmente acabaria atolado em grandes dívidas, sem perspectiva de sair delas.



A fé se apoia na Palavra Escrita de Deus, mas não temos nenhuma promessa de que ele pagará nossas dívidas. A Palavra diz: "A ninguém fiqueis devendo coisa alguma" (Rm 13.8), e: "Quem nele crer não será de modo algum envergonhado" (1 Pe 2.6). Não temos nenhuma base bíblica para entrar em dívidas.



Nosso alvo é mostrar ao mundo e à igreja que mesmo nestes dias maus do tempo do fim, Deus está pronto para ajudar, consolar, e responder às orações daqueles que confiam nele. Não precisamos recorrer a outras pessoas, nem seguir os caminhos do mundo. Deus tanto é poderoso, como desejoso, de suprir todas nossas necessidades no seu serviço.



Consideramos um precioso privilégio continuar a esperar no Senhor somente, ao invés de comprar mantimentos no crediário, ou de emprestar de bondosos amigos. Enquanto Deus nos der graça, olharemos somente para ele, mesmo que de uma refeição para a próxima tivermos que depender do seu suprimento. Já faz dez anos que trabalhamos com estes órfãos, e ele nunca permitiu que passassem fome. Ele continuará a cuidar deles no futuro também.



Estou profundamente consciente da minha própria incapacidade e dependência no Senhor. Pela graça de Deus, minha alma está em paz, embora dia após dia tenhamos que esperar a provisão milagrosa do Senhor para nosso pão diário."



Fonte: Cristãos na História

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Série Escritores Renomados - A. W. Tozer

A. W. Tozer

     


     Aiden Wilson Tozer nasceu na Pennsylvania, em 1897. Embora tenha morrido em 1963, sua vida e legado espiritual continuam atraindo muitos para um conhecimento mais profundo de Deus.
Tozer tomou um caminho na vida espiritual que poucos tentaram, caracterizado por uma perseguição inexorável e amorosa de Deus. Ele desejou saber mais do Salva­dor, como servi-lO e adorá-lO com todo o seu ser, e chamou os crentes para voltarem à posição autêntica e bíblica que caracterizou o início da Igreja, uma posição de fé e santidade profundas.


     Tozer pastoreou várias igrejas da Aliança Cristã e Missionária, foi autor de mais de quarenta livros e serviu como editor da Alliance Life (Vida de Aliança), a publicação mensal da ACM. Pelo menos dois de seus livros são considerados clássicos espirituais: À Procura de Deus (publicado no Brasil pela Editora Betânia) e The Knowledge Of The Holy (O Conhecimento do Santo), algo impressionante para quem não teve educação teoló­gica formal. A presença de Deus era a sala de aula dele, seus cadernos e ferramentas eram a oração e os escritos de cristãos e teólogos antigos: os Puritanos e os grandes homens de fé. 



     Tozer converteu-se aos dezessete anos, ganhando uma fome e sede insaciáveis por Deus. Uma área vazia no porão da casa da família se tornou o refúgio onde podia orar e meditar na bondade de Deus. Ele escreveu: “Descobri que Deus é sincero e generoso e, em todos os sentidos, é fácil viver com Ele”. 



     Dinheiro era extremamente difícil nos primeiros dias do seu ministério. A família Tozer fez um pacto de confiar em Deus para todas as suas necessidades, apesar das circunstâncias. “Nós estamos convencidos de que Deus pode enviar dinheiro aos Seus amados filhos que creem – mas isso pode se tornar uma grande oportunidade de ficarmos empolgados em relação ao dinheiro e não dar a glória a Ele que é o Doador!” 



     Tozer nunca abriu mão desse princípio. Dizia-se que se ele tivesse comida, roupas e seus livros, estava contente. A família nunca teve carro; Tozer optou por ônibus e trem para viajar. Até mesmo depois de se tornar um autor famoso, ele destinou muito de seus direitos autorais para os que estavam em necessidade.



     A mensagem dele era tanto cheia de frescor quanto inflexível. O único propósito de sua vida era conhecer Deus pessoalmente, e ele encorajou outros a fazer o mesmo. Ele rapidamente descobriu que uma relação profunda e permanente com Deus era algo que tem de ser cultivado.



     Enquanto pastoreava uma igreja em Indianápolis, Tozer notou que seu ministério estava mudando. Apesar de não afastar-se do tema do evangelismo, Deus começou a conduzi-lo a registrar seus pensamentos em papel. Esta mudança, na verdade, revelou o escritor prolífico.



     Em 1928, Tozer aceitou um chamamento para ser pas­tor do Southside Gospel Tabernacle em Chicago, onde permaneceu por trinta anos. A igreja cresceu; missões e a vida mais profunda em Jesus Cristo eram seus dois focos primári­os. “Os sermões de Tozer nunca eram rasos”, escreveu Snyder, autor de uma biografia dele. “Havia pensamentos sérios atrás deles, e ele forçava os ouvintes a pensar com ele. Ele teve a habilidade de fazer seus ouvintes encararem-se à luz do que Deus estava dizendo a eles. O irreverente não gostava de Tozer; o sério que queria saber o que Deus estava lhe dizendo o amava.”



     Tudo o que Tozer ensinou e pregou saiu do tempo que ele passou em oração com Deus. Era quando deixava o mundo e sua confusão lá fora e focalizava sua atenção só em Deus. “Nossas atividades religiosas deveriam ser ordenadas de tal modo a sobrar bastante tempo para o cultivo dos frutos da solidão e do silêncio”", escreveu Tozer. 



     Cedo em seu ministério ele percebeu que Cristo o estava chamando para um tipo diferente de devoção, que exigia um esvaziar do ego e uma fome por ser enchido até transbordar com o Espírito de Deus. Essa devoção o consumiu ao longo de sua vida.



     Certo autor disse de Tozer: “Eu temo que nós nunca vejamos outro Tozer. Homens como ele não são gerados na faculdade, mas ensinados pelo Espírito”. 



     A. W. Tozer morreu numa segunda-feira, 12 de maio de 1963, quase uma semana depois de pregar seu último sermão. A procura havia acabado, e o destino, alcançado. Um epitáfio simples marca sua sepultura em Akron, Ohio: A. W. Tozer – ­Um Homem de Deus. 



     A maravilhosa procura por Deus é mais que um legado. É um modo de vida passado a nós para que também experimentemos o que A. W. Tozer viveu. Você começou sua pro­cura por Deus?

Fonte: Pefil de A. W. Tozer no site da Editora dos Clássicos
http://www.editoradosclassicos.com.br/3_a-w-tozer