quinta-feira, 18 de julho de 2013

Série Escritores Renomados - Andrew Murray

Andrew Murray




Um homem que habitou em Cristo! Andrew Murray nasceu na África do Sul, em 9 de maio de 1828, e morreu em 1917.

Seu pai era pastor vinculado à Igreja Presbiteriana da Escócia, que, por sua vez, mantinha estreita relação com a Igreja Reformada da Holanda, o que foi importante para impressionar Murray com o fervoroso espírito cristão holandês. Andrew experimentou o novo nascimento aos 16 anos, na Holanda. Após isso, dedicou muito tempo, muitas madrugadas, a orar por um avivamento em seu país e a ler sobre experiências desse tipo ocorridas em outros países.

Foi para a Inglaterra com 10 anos e quando retornou para a África do Sul, atuando no ministério pastoral e evangelístico, levou consigo um reavivamento que abalou o país. Seu ministério enfatizava especialmente a necessidade de os cristãos habitarem em Cristo. Isso foi despertado especialmente quando, ao voltar para a África, deparou-se com a grande extensão geográfica em que deveria ministrar. Aí começou a sentir necessidade de uma vida cristã mais profunda.

Murray aprendeu suas mais preciosas lições espirituais por meio da escola do sofrimento, principalmente após uma séria enfermidade. Sua filha testificou que, após essa doença, seu pai manifestava “constante ternura, serena benevolência e pensamento altruísta”. Essa foi uma expressão de sua fé simples em Cristo e a Ele rendida.
Seu ministério, pela influência recebida do pai, foi caracterizado por profunda e ardente espiritualidade e por ação social. Em 1877, viajou pela primeira vez aos Estados Unidos e participou de muitas conferências nos EUA e na Europa. Sua teologia era conservadora e se opunha francamente ao liberalismo. Em seus livros, enfatizou a consagração integral e absoluta a Deus, a oração e a santidade.

Durante os últimos 28 anos de sua vida, foi considerado o pai do Movimento Keswick da África do Sul. Muito dos aspectos místicos de sua obra deve-se à influência de William Law. Murray, assim como Law, Madame Guyon, Jessie Penn-Lewis e T. Austin-Sparks, conheceu o Senhor de forma profunda e se tornou um dos mais proeminentes no movimento da vida interior.
Foi acometido de uma infecção na garganta em 1879, a qual o deixou sem voz por quase dois anos. Foi curado dela na casa de uma família cristã em Londres. Como resultado dessa experiência, veio a crer que os dons miraculosos do Espírito Santo não se limitavam à Igreja primitiva. Para ele, uma das características da vida vitoriosa era uma profunda e silenciosa percepção de Deus e uma intensa devoção a Ele.

Por crer no que Deus pode fazer por meio da obra de literatura, Murray escreveu mais de 250 livros e inúmeros artigos. Sua obra tocou e toca a Igreja no mundo inteiro por meio de escritos profundos, incluindo The Spirit of Christ (O Espírito de Cristo), The Holiest of All (O Mais Santo de Todos), With Christ in the School of Prayer (Com Cristo na Escola de Oração), Abide in Christ (Habite em Cristo), Raising Your Children for Christ (Criando seus Filhos para Cristo) e Humildade – A Beleza da Santidade, os quais são considerados clássicos da literatura cristã. Entre tantos que foram ajudados por ele, podemos mencionar Watchman Nee, cuja obra O Poder Latente da Alma traz marca do pensamento de Murray.

(Extraído do livro Humildade – A Beleza da Santidade, publicado pela Editora dos Clássicos)

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Série Escritores Renomados - A. J. Gordon

A. J. Gordon



Foi um dos mais influentes ministros de sua geração.

A. J. Gordon (1836 — 1895) nasceu na minúscula cidade de New Hampton, Estado de New Hampshire (EUA), em 19 de abril de 1836. Seus pais eram cristãos muito piedosos e deram-lhe esse nome em homenagem ao missionário homônimo que naqueles dias gastava a vida para o Senhor na Birmânia.

Aproximadamente aos 15 anos de idade, A. J. Gordon converteu-se e foi batizado. Aos vinte anos, entrou na Brown University como estudante de filologia clássica. Ali conheceu sua futura esposa, Maria Hale. Em 1860 entrou na Newton Theological Institution com o objetivo de preparar-se para o ministério. Sua matéria preferida era exegese do Novo Testamento.


Embora fosse aluno de notas apenas medianas, dedicava-se intensamente à leitura. Tinha grande apreciação pelo livro Synopsis of the Bible, de J. N. Darby, e pelas exposições bíblicas de Kelly, Newton, Tregelles, Soltau, Pridham e Jukes. Mais tarde, manteve fraternal comunhão com os Irmãos e afirmava ter sido grandemente beneficiado espiritualmente pelo relacionamento com eles.

Aprendeu a ler os clássicos evangélicos; deliciava-se com autores puritanos como William Gurnall, Stephen Charnock, John Owen, Thomas Manton e outros. Os bons livros exerceram profunda influência sobre os seus pensamentos, e isso resultou numa vida piedosa e num destemido e frutífero ministério, fiel à Palavra de Deus.

O Dr. A. J. Gordon era amigo chegado de D. L. Moody e de F. B. Meyer, que escreveu o prefácio de seu clássico O Ministério do Espírito. Foi também contemporâneo de C. H. Spurgeon, em cujo tabernáculo pregou, em Londres.

Ele escreveu vários livros e em 1878 começou a publicar a revista mensal The Watchword (algo como O Lema), cujo objetivo era a edificação dos cristãos. Segundo as suas palavras, “financeiramente ela não se paga, mas vale a pena” (...).

Ele também esforçava-se no trabalho de levar pessoas a Cristo, especialmente os dependentes do álcool. Além deles, havia os pobres, as viúvas e os enfermos. Para reintegrar à sociedade os que se convertiam e eram libertos da bebida, criou o Industrial Home, espécie de cooperativa que fornecia trabalho para os novos convertidos. Padeceu grandes provações para manter essa instituição, mas o Senhor o socorreu, provendo sustento nas mais críticas horas. (...).

Ele viajou por vários países, pregou, escreveu e trabalhou com paixão para espalhar o evangelho de Jesus Cristo em âmbito mundial. Uma vida extremamente atarefada era a expressão do seu amor a Deus. Assim como se costumava dizer de John Tauler, podia-se dizer também de A. J. Gordon: “Ele vive o que prega”. 

Muito cuidadoso com as finanças, aprendeu a depender de Deus em oração (...) espelhando-se no exemplo de fé de George Müller, de Hudson Taylor. 

A. J. Gordon viveu numa época em que surgiam e floresciam doutrinas enganosas, enredando não pouca gente. Corajosamente combateu a Ciência Cristã fundada por Mary Baker Eddy (1821-1910) e o transcendentalismo propagado por Ralph Waldo Emerson. A. J. Gordon repudiava o ensino de que este mundo está se tornando cada vez melhor e que é preciso descobrir o bem que existe no interior de cada ser humano, conforme apregoava esse novo agnosticismo. 

O Dr. Gordon exerceu o pastorado na igreja de Clarendon Street por mais de um quarto de século. Seu ministério perdurou até a sua morte, provocada por gripe e bronquite, na manhã de 2 de fevereiro de 1895.

A última palavra que se ouviu dos seus lábios foi vitória.